Rio Bossa Nova
ENRICO ZANISI TRIO - Quasi Troppo Serio
Enrico Zanisi: pianoforte / Pietro Ciancaglini: contrabbasso / Ettore Fioravanti: batteria / NUCCIA - 2009
KENNY WERNER with the BRUSSELS JAZZ ORCHESTRA - Institute of Higher Learning
Kenny Werner: piano, arrangements / Brussels Jazz Orchestra directed by Frank Vaganée / Half Note - 2011
JESSICA WILLIAMS - Freedom Trane
Jessica Williams: piano / Dave Captein: bass / Mel Brown: drums / ORIGIN RECORDS - 2011
CLAUDIO FILIPPINI TRIO - The Enchanted Garden
Claudio Filippini: piano & keyboards / Luca Bulgarelli: bass / Marcello Di Leonardo: drums / CamJazz - 2011
ANTONIO FARAÒ - Domi
Antonio Faraò - piano / Darryl Hall - bass / André Ceccarelli - drums / Cristal Records - 2011
DAN TEPFER TRIO - Five Pedals Deep
Dan Tepfer: piano / Thomas Morgan: bass / Ted Poor: drums / Sunnyside Records - SSC 1265 - 2010
ANTHONY PRINCIPE TRIO - New and Old Swing
Anthony Principe: piano / Mauro Sereno: bass / Sergio Mazzei: drums / TRJ Records - 2011
BRAD MEHLDAU - Live in Marciac
Brad Mehldau: solo piano / Nonesuch Records - 2011
MARC COPLAND & JOHN ABERCROMBIE - Speak To Me
Marc Copland: piano / John Abercrombie: guitar / Pirouet Records - 2011
KENNY WHEELER - One of Many
Kenny Wheeler: flugelhorn / John Taylor: piano / Steve Swallow: electric bass / CamJazz - 2011
GIOVANNI MIRABASSI TRIO - Live at Blue Note Tokyo
Giovanni Mirabassi: piano / Gianluca Renzi: bass / Leon Parker: drums / Discograph - 2010
Leszek Możdżer - KOMEDA
Leszek Możdżer: piano /ACT Music - 2011
MARCIN WASILEWSKI TRIO - Faithful
Marcin Wasilewski piano / Slawomir Kurkiewicz double-bass / Michal Miskiewicz drums / ECM Records - 2011
THE IMPOSSIBLE GENTLEMEN - The Impossible Gentlemen
Gwilym Simcock: piano / Mike Walker: guitar / Steve Swallow: bass / Adam Nussbaum: drums / Basho Records - 2011
ARI HOENIG - Lines of Oppression
Ari Hoenig drums, vocals / Tigran Hamasyan piano, vocals, beat box / Gilad Hekselman guitar, vocals / Orlando Le Fleming bass (tracks 1,3,5,8) / Chris Tordini bass, vocals (tracks 2,9,10) / Naïve Records - 2011
MARKELIAN KAPEDANI TRIO - Balkan Bop
Markelian Kapedani: piano / Yury Goloubev: bass / Asaf Sirkis: drums / RED RECORDS - 2011
STEFANO BATTAGLIA TRIO - The River of Anyder
Stefano Battaglia: piano / Salvatore Maiore: double-bass / Roberto Dani: drums / ECM Records - 2011
CHICK COREA & STEFANO BOLLANI - Orvieto
Chick Corea and Stefano Bollani: pianos / ECM Records - 2011
DENNY ZEITLIN - Labyrinth
Denny Zeitlin: Steinway Grand Piano / Sunnyside - 2011
ERIC REED - The Dancing Monk
Eric Reed - piano / Ben Wolfe - bass / McClenty Hunter - drums / SAVANT RECORDS - 2011
"Mais do que apropriar-se das técnicas fotográficas para registrar e produzir arte, Gentil Barreira tem a consciência de que o equipamento é um mero, mas importante instrumento, sabendo, na medida, que o fotografável só existe porque há luz sobre ele".
Dodora Guimarães, agosto de 2011
"Existem espaços entre a vigília e o sonho que sempre me fascinaram, momentos lúdicos, formas luminosas flutuantes, texturas sutis como aquelas percebidas nos estados febris de quando criança, memórias do futuro, plano de vôo sobre a terra do nunca…"
"Eu gostaria de falar sobre uma fantástica arquitetura biológica… mas seria criar limites. Enquanto homem percorro outros caminhos, imagino uma topografia fantasma cuja única lógica seria a possibilidade de nos fazer sonhar".
SIEGBERT FRANKLIN (Fortaleza-CE, 1957 - Ribeirão Preto-SP, 2011)
A primeira vez que escutei o nome Siegbert foi na boca de Bené Fonteles, um importante artista paraense que depois virou baiano, cearense, mato-grossense e, agora, creio, paulistano. O primeiro contato tête-à-tête foi através de José Julião Guimarães, um crítico que muito contribuiu para as artes do Ceará. Julião me apresentou Siegbert em meio a uma feira de arte e artesanato que, na época, havia na Praça Portugal. O que estava no chão sobre um pano escuro, à venda, eram dois ou três desenhos de peixes executados num minucioso pontilhismo que, imediatamente, me remeteu para o trabalho dos artistas "surrealistas" de então, principalmente Batista Sena. Depois o Bené me levou, na galeria que eu dirigia, os desenhos de que havia me falado. Eram desenhos aquarelados profundamente fortes. Cenas de porcos torturando porcos. Isso foi há uns 20 anos, 1978 ou 79, não lembro bem. Gostei tanto que comprei quase a coleção toda.
A partir dessa compra passei a ter um contato, de certo modo, mais estreito com o Siegbert. Inclusive, tivemos atelier conjunto. Essa experiência de trabalhar lado a lado com o Siegbert foi muito enriquecedora. Vi nascer as suas primeiras pinturas. Não posso dizer que ele era meu aluno, seria uma inverdade. O nosso trabalho, apesar de eu ter entrado na estrada das artes uns dez anos antes, era uma experimentação conjunta, onde o meu conhecimento servia apenas para orientar o turbilhão de idéias e desejos que brotavam na mente de Siegbert e, por vezes, a inexperiência dele não permitia realizar. Ele me mostrava uma desesperada capacidade criativa, eu apenas o orientava indicando as possibilidades de como ele poderia expressivamente materializar essa energia. ROBERTO GALVÃO / Agulha # 1 - Revista de Cultura - Fortaleza-Sao Paulo - Agosto 2000
Um combate: de um lado a vontade de depuração e do outro um pendor para as riquezas e as surpresas da matéria. Para simplificar, é este o eixo da pintura de Siegbert Franklin.
Sua pesquisa da rede termina em sintaxe concisa, de notável despojamento. Por outro lado, a atração pela complexidade dos meios proporciona reações sempre mais matizadas, do ponto de vista formal, em seu trabalho. Por isto sua pintura sabe ser austera, sem renunciar ao frescor da descoberta. Esta, em suas qualidades mais surpreendentes, permite ao artista dominar o ofício com muita liberdade e uma sabedoria que mantém a ambivalência de uma brincadeira.
Esta ambivalência se inscreve em sua própria história: como inúmeros artistas de sua geração no Brasil, Siegbert Franklin fez da figuração seu ponto de partida. Ainda percorre o caminho em direção à abstração – e o faz a passo porque, bem mais do que um exercício de estilo, esse caminho é pavimentado pela necessidade intelectual de decompor o sujeito da representação. Ou seja: ele o questiona, emprestando-lhe outras luzes; apresenta seu mistério clareado por outros ângulos, que são os do olhar cúmplice, ao mesmo tempo olhar da ambigüidade e da escatologia. RUY SAMPAIO / Agulha #58 - Revista de Cultura - Fortaleza-São Paulo - Julho/Agosto 2007
|
Era um errante, no bom sentido que isto pode ter para um artista criativo, sensível e inquieto. Não se enquadrava em padrões aceitáveis da nossa sociedade desmemorializada.
Acreditava piamente na potência do seu próprio trabalho. E era realmente dono de um belo desenho. Instigante e Irreverente. Fazia parte de uma escola de desenhistas locais: Baptista Sena, Leonilson, Maurício Coutinho, Marcus Francisco entre outros de igual importância. Juntava-se a mais nova geração de artistas como Valéria Américo, Simone Barreto, Yuri Firmeza, Jared Domício e Maíra Ortins, com desenvoltura. Como vivemos em um país de memória curta, não é de se estranhar que os jornais locais (Fortaleza) não tenham se pronunciado sobre a morte do Siegbert Franklin.
RICARDO RESENDE, curador, diretor do Centro Cultural São Paulo, ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
|